Candidato e Entrevistador: A dupla fundamental para a aprovação

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Em um processo seletivo candidato e entrevistador estão no mesmo “barco”, embora muitas vezes possa parecer diferente. O entrevistador deve encontrar o melhor candidato para a vaga e o candidato deve encontrar a melhor vaga para si.

O ideal seria uma relação de cooperação entre entrevistador e candidato, ambos buscando identificar o melhor para o candidato e para empresa. Porém, frequentemente, essa postura é utópica.

Não são raras as vezes, em que o candidato entra em um movimento marketeiro, ou seja, tenta “vender” seu passado profissional, potencial, desempenho e perspectivas. Essa “venda” afasta qualquer possibilidade de cooperação, pois o entrevistador preparado ao identifica-la, inicia imediatamente um processo de investigação que pouco conta com o entrevistado. O entrevistador deixa de contar com o que o candidato diz e passa a buscar o que ele não diz. Está instalada a distância entre os dois.

O entrevistador, frequentemente, comete seus deslizes no estabelecimento da cooperação com o candidato. A prática profissional o coloca em um lugar estereotipado, sempre na busca da informação não explicitada pelo candidato, passa a agir como um investigador particular e não como um entrevistador que busca o crescimento do candidato e da empresa.

Portanto, a aproximação entre entrevistador e candidato deve estar pautada pelo objetivo comum que deveriam possuir: a escolha correta para a vaga. Somente desta forma, o resultado do processo será positivo para ambos. Neste contexto, a verdade prevalecerá, possibilitando a ambos a real avaliação da complexa relação entre candidato X cultura organizacional X atribuições X competências essenciais.